quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O nome dele era John.



"Foi simplesmente só isso para que exatamente tudo pudesse estar tomando formas diferentes, elas jamais imaginariam que tudo a partir dali seria diferente, que nada mais seria do jeito que estava.’’


Anita o conheceu por Eloise, que por fato era ex de Eloise, ao passar do tempo com suas conversas e desabafos se tornaram grandes amigos, inseparáveis.
John e Anita ao mesmo tempo amigos pareciam um casal apaixonado de namorados, quem via achava que era um amor sem fim, mais para ela eram apenas bons e velhos amigos, e pensara que por parte de John também fosse assim. Por ventura do destino certo dia, John em sua cama ensaiando e vendo como faria o que planejara, ele já estava absurdamente apaixonado de verdade por Anita, melhor amiga de sua ex. Ele buscava pontos e estratégias para desabafar e dizer tudo que realmente sentia. Continuara deitado em sua cama, horas e horas se passaram e já era madrugada quando decidira o que fazer.
- Minha doce Anita venha cá, - e segurando em suas mãos, olhando profundamente em seus olhos, ele respira fundo como se o vento ao seu redor fosse coragem – Eu já não tenho mais como esconder o que está acontecendo comigo, desculpe – me Anita, eu estou apaixonado por você, sei que não tem como levar isso mais a frente, mais não me perdoaria jamais se não lhe conta - se o que meu coração sente.
Anita sem saber o que fazer, parecia não ter chão, não esperara jamais tudo aquilo, parecia ter tomado um susto ao ver que seu amigo acabara de se declarar para ela.
- John... Amor, eu sei que tudo isso é confuso e é difícil de explicar ou tentar entender mais, você sabe que meu coração pertence a Pedro. Eu o amo muito, e não faria nada que pudesse interferir na minha vida. Perdoe-me te magoar, mais é assim que tem que ser.
Mesmo que John soubesse já a resposta de Anita, mesmo que ele soube-se que sendo assim haveria de esperar por sua amada Anita, em seu olhar ela era perfeita, ela era linda e doce aos seus olhos, menina que jamais pensara conhecer, aquela que conseguira segurar seu coração tão forte que nenhuma outra fosse o suficiente.
Mesmo com tudo isso, mesmo que ele soubesse que seria mais que difícil ver ela nos braços de outro e ela confusa com tudo isso, ele sabia que a amava de verdade loucamente. Continuaram sendo bons amigos, mesmo que às vezes deixassem escapar algo além de amizade, palavras e brincadeira já não eram como antes.
Ele se declarava, dizendo que a amava mais que tudo, que sua vida se completaria com ela presente. Ele charmoso por natureza acaba mexendo com os sentimentos de Anita, nas noites ela refletia se tudo isso seria verdade ou se era apenas impulso por parte dele, por serem tão amigos.

Certo dia lhe mandara uma carta dizendo assim:

‘Meu amor.

Quero tentar expressar um pouco do que eu sinto por você, você me conquistou de um jeito que não há explicação, essa amizade que com o tempo foi crescendo sem ao menos a gente perceber. Nasceu um sentimento como a primavera floresce o campo, porque eu te amo de tal forma que não dá para explicar. Eu irei te esperar, porque esse amor se criou de uma forma tão doce, e verdadeira que eu faria o que for preciso para estar ao seu lado. Prometo sempre estar com você, prometo sempre lhe amar, prometo ser cego ao tentar te perceber de outra forma, pois eu te amo minha doce Anita, como eu te amo, te amo mais que a minha própria vida minha doce Anita.’
Com amor, John.



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